Elefante branco

Anos e anos de polémica, politica, injustiça e aproveitamento. Este é o elefante branco que mais parece um hipopótamo enrolado na lama do tempo. Uma aberração urbanística e referência nas escolas internacionais de arquitectura sobre o que não se deve fazer nas intervenções de urbanização. No entanto ele continua lá e apesar da aberrante implantação, tem algo de positivo que alguns fotógrafos desfrutam ao fotografarem de algumas perspectivas. Não é o caso deste registo, de má qualidade como a má qualidade urbana do edifício, mas ele continua lá na sua afirmação presencial e icónica para a cidade, deste que se chama Edifício Jardim, mais conhecido por Prédio do Coutinho! Será que no dia em que se efectivar a sua demolição não nascerá o movimento saudosista de quem durante mais de quarenta anos se habituou a observa-lo e enquadrá-lo no não enquadramento. Mas esperemos para ver e conto ver essa mudança nos anos que ainda tenho para viver e que a intervenção dignifique o local.
Mas lanço uma questão que nunca é ressalvada sobre a autoria desta aberração: – Quem foi o arquitecto que tal marca deixou na cidade!
Por muito que procurasse, não encontrei! Mas errar é humano, mas só para alguns!

Mas volvidos alguns anos, na revisão do dia 2 de setembro de 2020, quase nove anos volvidos, devolvo a pesquisa e acabo por encontrar o arquitecto que projectou o alvo da polémica, de seu nome, Eduardo Coimbra de Brito.

Mas de tanta agitação, de tanta responsabilização do que de mal se faz na arquitectura, da responsabilidade dos “patos bravos”, quase que pensei que tal projecto seria de um deles, e para meu espanto verifico o contrário.

E por aqui me fico porque se continuar a dissertar, muito mais poderá ser dito, porque tenho cérebro para pensar que nem toda a regra é para ser seguida, dando azo à imaginação e cada um possa dar o seu cunho e inovar, criar, inventar e outras coisas com ar, evitando que os arquitectos produzam obras diferentes, ao contrário dos projectos que são réplicas dos intitulados de génios da arquitectura.

Prédio do Coutinho ou Edifício Jardim
Elefante branco, o Prédio do Coutinho ou Edifício Jardim da autoria do arquitecto Eduardo Coimbra de Brito

mais luz ou menos luz

Toda a fotografia quer luz para o registo. Então, adicionamos luz à composição, direta ou indireta, natural ou artificial. A subtração da luz é feita pela projeção das sombras provocadas pelos objetos que não a deixam atravessa. No entanto ela chega lá por efeito de reflexão noutras superfícies, mas de forma mais ténue, num jogo de mais luz ou menos luz.

É no monocromático que melhor se pode apreciar a luz e a ausência dela, já que o policromático capta-nos a atenção para a exuberância da cor, perdendo muitas vezes a noção de equilíbrio de luz.

A luz ou a ausência dela na composição permite modelar melhor as formas. Carregando mais os negros e os brancos obtemos uma melhor definição dos elementos individualmente, mas ao contrário, suavizando os branco e os negros e optando por escalas de cinzas dá-se mais realce ao conjunto.

Crepúsculo do entardecer

O por do sol tem a sua magia colorida com  forte tonalidade laranja. Mas a magia da luz do crepúsculo do entardecer, num espaço temporal efémero que deixa depois de o sol se por, torna a paisagem ainda mais mágica.

Encanto da luz

A necessidade da luz para o conforto visual, depende da forma como a vemos. Mas se a podermos modelar à feição do nosso experimentalismo, passamos a ver o encanto da luz, numa composição harmoniosa com a utilização métodos aprendidos associado a métodos experimentais. A luz pode assim ser vista num contexto criativo como de uma explosão de lumens se tratasse.

Encanto da luz - Explosão de lumens
Encanto da luz

cores que não vemos

O ser humano vê a generalidade das cores dentro de um padrão de normalidade e que todos destingem no espectro visível das ondas electromagnética. Outras ondas, mediante determinadas condições, podem ser visíveis mostrando uma outra realidade visual.

Se falarmos de doltonismo, as cores podem ser completamente distorcidas da realidade que a maioria conhece e que do ponto de vista da normalidade de um daltónico tem outro aspecto.

Baseadas numa realidade ficcionadas surgem estas duas imagens que podem libertar o imaginário para o não convencional num conjunto de cores que não vemos na realidade.