a moldura

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Procurar a moldura adequada para a fotografia, é quase sempre um trabalho inglório, não só porque tem a ver com a sensibilidade de quem procede à curadoria do trabalho a apresentar, mas também com a relação visual que as imagens irão ter com o publico alvo.

Tudo pode resultar numa apresentação final para o senso comum, mas também pode ser trabalhado de acordo com o senso pessoal.

O que está certo e o que está errado, será sempre certo para uns e errado para outros, ficando a indiferença para aqueles que não reagem a coisa nenhuma.

Nesta apresentação, pretende-se realçar o impacto da moldura nas imagens, deixando ao critério do observador as reações positivas e/ou negativas à construção dos três trípticos do mesmo conjunto de imagens.

A imagem usada, fez parte de um trabalho de um registo que foi apenas um instantâneo assente numa observação de comportamento de pessoas num evento.

No momento de análise de resultados, observando a fotografia, deparamo-nos com alguns conflitos de luz. O elemento de destaque da composição, perde realce face à intensidade de luz fundo.

Usando a mesma figura e num trabalho de pós-produção, foram executados os seguintes tratamentos para correção da luz:

  • Isolamento do fundo;
  • Tratamento da luz e cor de fundo;
  • Tratamento da luz do elemento de destaque.

Executados os ajuste, com recurso ao Photoshop com recurso parcial ao filtro Câmara Raw, fez-se a montagem dos trípticos para publicação.

Cabe ao observador construir a narrativa que entender sobre a imagem.

Fotografo ocasional
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Fotografo ocasional
Fotografo ocasional
Fotografo ocasional

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From raw

high key from raw

Abauhüttar as ortogonais da arquitectura

Abauhüttar as ortogonais da arquitectura é uma reinterpreção na forma como se observam as perpendiculares verticais e horizontais em linhas oblíquas, do ponto de vista do enquadramento, onde os ângulos desse ponto de vista se aproximam dos ângulos das linhas que dão origem ao ponto de BAUHÜTTE.

bauhutte na fotografia

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– Professor, está bem!?

Dizia uma aluna que me observava enquanto fotografava numa exposição nos Antigos Paços do Concelho, em Viana do Castelo, sobre cartazes de cinema de outros tempos. Mas o filme que eu estava a ver era o de sempre e que me move quando saio com os alunos de fotografia. Ensinar a praticar o acto de fotografar. E a melhor forma de explicar é fazendo aquilo que parece pouco ortodoxo!

Mas voltando ao diálogo:

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– Professor, está bem!? O que lhe deu para estar para ai a fotografar a porta!?

Embora pareça uma pergunta ingénua, ela faz sentido! Faz parte da curiosidade que leva ao caminho da aprendizagem e do conhecimento! São os curiosos que captam o conhecimento porque os que criticam a possibilidade da atitude ser ridícula com ar jocoso, alimentam o ego humorístico e ficarão eternamente estúpidos e ignorantes!

Mas perante a admiração respondi:

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– Não fotografo a porta, fotografo a luz que se desenha nela!

E continuei a moldar as minhas composições estudando a melhor forma de as fixar, procurando enquadrar, pela regra de bauhutte, a fotografia. E os resultados foram os seguintes, com a fotografia nua e crua, conforme o momento do registo e que se explica:

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Exemplo 01 – Sem matrizes, grelhas ou outras orientações, apenas baseado nos estudos geométricos sobre o ponto de bauhutte e a relação com o triângulo e o quadrado que o define, quando sobrepus os esquemas do ponto de bauhutte de Almada Negreiros e de Lima de Freitas, o resultado foi surpreendente. A inclinação assumida no momento do registo é definida numa linha que coincide com a bissectriz do ângulo formado por um dos lados de cada quadrado das construções dos dois esquemas;

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Exemplo 02 – Continuando o mesmo ensaio, em mais um dos registos selecionados no processo editorial, o resultado obtido aproxima bastante da inclinação do esquema de Lima de Freitas tendendo para o interior do quadrado;

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Exemplo 03 – Por fim e no último registo selecionado, a inclinação continua próxima do esquema de Lima de Freitas, mas neste caso tendendo para o exterior do quadrado.

Obviamente que se tivesse manipulado as fotografias, a inclinação poderia ter a coincidência que desejasse, mas isso relega os estudos para a falta de genuinidade, tirando-lhe a consistência da fundamentação associada ao momento do registo.

Independentemente de tudo, o que se pretende é desenvolver o estudo de relação com a geometria das linhas, segundo o ponto de bauhutte na fotografia.

Como nota sobre os esquemas sobre o ponto de bauhutte, o esquema representado a azul é o de Almada Negreiros e o que se encontra representado a vermelho é o de Lima de Freitas.

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bauhutte de Almada Negreiros

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Analisando o ponto de bauhutte de Almada Negreiros e comparando com o de Lima de Freitas, não existe semelhança, e à posteriori, poderíamos entender que se tratasse de uma forma de obtenção do referido ponto misterioso pelo método errado.

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Sem qualquer pretensão científica, de fundamento apenas reflexivo, ambos estão corretos. Por seu lado, o ponto de bauhutte de Lima de Freitas, apresenta uma construção que leva a uma diversidade de simetrias, enquanto que o de Almada Negreiros poderia considerar-se não gozar de qualquer aparente simetria. No entanto, e observando as três formas que determinam o ponto, e que segundo a lenda; “Um ponto que está no círculo. E que se põe no quadrado e no triângulo. Conheces o ponto? Tudo vai bem.
Não o conheces? Tudo está perdido.”; não especifica a que tipo de triângulo se refere e por si só não determina se está correto ou errado! Mais uma vez reforço a ideia de que ambos deverão estar corretos. E porquê? Porque depois da justificação sucinta apresentada sobre o ponto de bauhutte de Lima de Freitas, cabe-me agora argumentar em relação ao ponto de bauhutte de Almada Negreiros. Assim, a construção que Almada Negreiros apresentada, não deixa de ter a sua validade. E senão vejamos; O triângulo que é usado nessa construção é baseado no terno pitagórico, onde o conjunto de três números naturais de valor 3, 4 e 5 ou seus múltiplos, formam um triângulo rectangulo perfeito, geometria essencial ao desenvolvimento de esquadrias perfeitas com recurso às técnicas mais elementares de alinhamentos na construção. Assim sendo, também Almada Negreiros detém a razão do conhecimento de referido ponto.

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Apesar disso, Lima de Freitas também terá a sua razão, tal como outras razões que possam advir de outros estudos e análises, desenvolvidas de forma geométrica ou matemática.

ponto de bauhutte

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O misterioso ponto de bauhutte tem a sua origem histórica há séculos atrás. Não me apraz relatar essa história bastante desenvolvida, uma vez que este é mais um trabalho de constatações e reflexões pessoais que pode ser complementada pelos diversos conteúdos disponíveis na web, produzidos por individualidades entendidas na matéria e que dedicam muito do seu tempo a trabalho bem mais científico, e que podem ser facilmente consultados. Mas voltando ao ponto misterioso, resolvi estudar a geometria que leva à determinação do ponto, repetindo as construções geométricas desenvolvidas por duas grandes personalidades da cultura e da arte portuguesa, Almada Negreiros e Lima de Freitas, acrescentando estudos pessoais.

Ambas as personalidades desenvolveram estudos sobre o assunto e ambas tem versões diferentes sobre o ponto, mas ambas as versões são fascinantes para quem gosta da geometria.

O porquê do interesse pelo tema!?

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Para quem me segue e conhece, saberá que irei estabelecer uma relação com o enquadramento da composição fotográfica e, tal como a regra dos terços ou a regra de ouro (regra do rectângulo de ouro), entre outras, esta será mais uma forma para devaneios sobre a composição fotográfica. Servirá para complementar estudos que tenho vindo a desenvolver sobre composição na procurar novas formas de demonstração do que vejo ou quero ver, numa tentativa de organizar a composição, levando à relação perfeita dos elementos da composição, para que em seguida, numa atitude de desconstrução, contrariar todas as regras, gerando o caos da composição.