Palco das Artes de Vila Nova de Cerveira

Dois detalhes do Palco das Artes de Vila Nova de Cerveira.

Tribunal para galeria

Dois locais de exposição.

Aparentemente diferentes, mas em tudo semelhantes é o que há do tribunal para a galeria. No tribunal expõe-se a vida das pessoas à mercê de juízes, advogados e opinião pública. Na galeria expõe-se obras de arte à mercê de pessoas, público em geral, onde pode haver juízes, advogados e os outros.

Vista do Palco das Artes das Vila Nova de Cerveira por entre um pórtico do Tribunal de Vila Nova de Cerveira.

Fundação da Bienal

A Fundação Bienal de Arte de Cerveira, espaço de divulgação e exposição, possui um auditório para diversas atividades. O seu edifício permite uma leitura estética diversificada da sua arquitectura. Este pequeno trecho do edifício deixa moldar a luz de forma ritmada.

justiça cega

Tribunal de Vila Noca de Cerveira, um de muitos que se espalham pelo país, local onde se faz justiça. E essa coisa dos tribunais, onde umas vezes se julga de forma justa e outras não se sabe. Sob o lema da justiça cega, faz-se justiça jogando com a cegueira de forma isenta ou isenta-se a injustiça jogando com a cegueira.

Mas no que concerne à fotografia, é justa a imagem criada, usando a luz com justiça, contrariando a cegueira e mostrando a quem quer ver que aquela justiça cega pode ser iluminada e ainda manipulada para que seja visível e cegar quem ainda vê.

absorvente de luz

Produzir luz para iluminar é normal, mas às vezes temos de inverter os papeis e criam-se o candeeiro absorvente de luz.

Vem da luz

O que seria da arquitectura se as formas não fossem determinadas pelos contornos que vem da luz.

Em busca da lua nova

É cíclico, já todos sabemos! Repete-se, também sabemos! Ocorre quase uma vez por mês! Não é o que estão a pensar, mas ocorre! Fascina muita gente! Também sabemos e também sabemos que fascina mais quando se trata de estar cheia! Mas é claro que a gula obriga à mania das grandezas e por isso todos se preocupam de a contemplar cheia! Por isso, em contra corrente, a mingua da lua em quarto minguante, em busca da lua nova, nova lua que quase não se vê, heis que ela aparece numa imagem quase horizontal por um curto espaço de tempo, próxima do sol nascente. É uma exibição de curta duração e alguns minutos antes do amanhecer.

Aqui fica um segundo registo, que o tempo permitiu, para memória futura e no futuro recordar as memórias do passado, em busca da lua nova, que de nova nada tem por ter cerca de 4,5 mil milhões de anos.

pôr-do-sol de sol posto

Anda por ai um pôr-do-sol em que o sol já não está lá. É um pôr-do-sol de sol posto, depois de pousado sem se pôr. É uma oposição ao que se põe, opondo-se ao pôr-do-sol. Andamos todos enganados a pensar que ele se põe, mas é apenas a postura, de nos fazer pensar, por quem nos anda a enganar.

Mas não ouses opor-te a esse engano, porque esse sol bacano, sabendo que anda a enganar, faz-se mesmo acreditar que o engano é uma verdade.

Na verdade ou na mentira, ninguém da mente nos retira, e apesar da maturidade, todos aceitamos essa inverdade. E ai de quem ousar contrariar, será atirado à fogueira até mudar tão vil ideia e passar a acreditar.

fotografia é luz

O ato de fotografar só é possivel enquanto houver luz. Por isso, fotografia é luz. E o resultado depende da maior ou menor quantidade de luz associado à capacidade que o conjunto homem/tecnologia têm de fixar essa luz. Cabe ao fotografo gerir toda a tecnologia de que dispõe para obter um resultado. No entanto, o fotografo, pode ou não mostrar a realidade, seja ela visível ou invisível.