momento certo

Por várias vezes e de forma errada tenho referido que em alguns e raros momentos sou um fotografo parasita. Mas numa análise mais aturada, o termo está errado, porque parasita é todo aquele fotografo que fazendo os seus registos, tenta, de uma forma falsamente subtil, obstruir o trabalho de outros fotógrafos que no mesmo espaço exercem a mesma função. A de reportar o momento. E quanto mais experientes são alguns desses parasitas, mais afincada é essa atitude, relegando o profissionalismo para o mais baixo nível ético.

Assim, e na mesma análise, devo considerar-me um fotografo oportunista, não no sentido pejorativo, mas porque uso o sentido de oportunidade. Enquanto alguém fotografa, aproveito o enquadramento e fotografo. O resultado é muitas vezes surpreendente e se de seguida continuar a fotografar, solicitando a colaboração de quem representa o papel de modelo, os resultados ficam aquém dos instantâneos da oportunidade. É o caso deste registo, onde a naturalidade é a de um momento certo na fotografia. Foi assim numa visita à XIX Bienal de Arte de Vila Nova de Cerveira, das turmas da ETAP – Escola Profissional, da vila do evento, onde os alunos usam a sua criatividade inspirada pela criatividade do artista que expõe.

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