próximo

Existem espaços, nomeadamente salas de espera de consultórios, que em tudo são comuns. São as cadeiras onde pacientemente se espera pela vez do paciente, são os comuns móveis de apoio com as comuns revistas cor de rosa ou outras usuais destes espaços. É um espaço mais ou menos amplo onde as pessoas se olham dissecando mentalmente os que com ele coabitam o espaço, tentando conhecer o desconhecido e raramente se estabelecendo um diálogo para além do:

– Aqui está frio!

– Está calor!

– Chove lá foram!

– Está orvalho!

Conversas insípidas de quem quer conversar sem nada para dizer. Até que alguém mau humorado balbucia:

– Nem chove, nem faz orvalho, está um tempo do catano! (Ah, catano! Não é bem o termo, mas também não fica bem o termo correto neste blog!)

Mas eis que surge o momento esperado para aquele que de forma assertiva diz para os que o bombardeiam com conversa da treta:

– Sim, sim!

– Pois, pois!

– É claro!

– Eu penso o mesmo! (hipócrita que não pensa nada! Está é a ser simpático!)

Para os seu botões está a dizer:

– Que conversa mais idiota; estou farto disto!

É então que se ouve:

– Quem é o próximo!?

Palavras mágicas de libertação do falso momento de socialização!

Fica na memória o momento da consulta e os ícones que se destacam pela singularidade e que tão raramente fazem parte desses espaços, muitas vezes preenchidos com ícones promocionais e comerciais.

 

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